Lidando com a Depressão

Hoje sabe-se que a depressão não promove apenas uma sensação de infelicidade crônica, mas incita alterações fisiológicas, como baixas no sistema imune e o aumento de processos inflamatórios.  

Por essas e outras, a depressão já figura como um fator de risco para condições como as doenças cardiovasculares.

Sinais e sintomas da depressão

Cansaço extremo

Fraqueza

Irritabilidade

Angústia

Ansiedade exacerbada

Baixa autoestima

Insônia (ou sono de má qualidade)

Falta de interesse por atividades que antes davam prazer

Pensamentos pessimistas

Pensamentos frequentes sobre a morte

Comportamentos compulsivos

Dificuldade para se concentrar

Problemas ou disfunções sexuais

Sensação de impotência ou incapacidade para os afazeres do dia a dia

Fatores de risco da depressão

Histórico familiar

Transtornos psiquiátricos correlatos

Estresse crônico

Ansiedade crônica

Disfunções hormonais

Excesso de peso

Sedentarismo e dieta desregrada

Vícios (cigarro, álcool e drogas ilícitas)

Uso excessivo de internet e redes sociais

Traumas físicos ou psicológicos

Pancadas na cabeça

Problemas cardíacos

Separação conjugal

Enxaqueca crônica

[Fonte: Organização Mundial da Saúde, Dez/2019]

A depressão é uma das tantas doenças mentais que podem nos afligir se não dedicarmos a nós os cuidados necessários. Raramente – e principalmente quando adoecemos – temos condições de buscar ajuda. Seja por falta de interesse – promovido pela doença em si – ou por falta de conhecimento, comumente nos entregamos à certeza de que chegamos ao fim da linha. Não é verdade. É sempre possível retomarmos – ou iniciarmos – um planejamento pessoal de autoapoio e autoconfiança. 

Tipos de depressão

Os estudos e experiências de profissionais que lidam com os aspectos da depressão mostram que a depressão é um fator biopsicossocial, isto é, uma característica de origem biológica, psicológica e social.

Sob a abordagem científica e a medicina patológica, os neurotransmissores são os responsáveis pela transmissão de estímulos neurais e, desse modo, pela operação de neurorecepção de emoções. A alteração na quantidade de neurotransmissores e sensibilidade a eles promovem, ou não, a depressão, caracterizada, portanto, como doença.

Desse modo, transtornos mentais e comportamentais são creditados a fatores de interatividade de genes com fatores ambientais, além da predisposição genética.

Ter pensamentos negativos ou positivos pouco influi na depressão, embora seja pensamento comum que pessoas com pensamentos positivos não teriam – a priori – depressão.

A prática terapêutica clinica, contudo, observa pessoas de padrão de pensamento positivo com depressão.

Daí que trabalhamos, basicamente, com a questão comportamental versus estratégias criativas no sentido de ressignificação e ampliação da percepção pessoal através da psicoeducação. 

Além de situarmos a intensidade da depressão como leve, moderada ou grave, a depressão também passa pelo leque de sintomas característicos a cada pessoa e/ou situação. Daí, surgem os tipos. 

Depressão Unipolar
Também chamada de ‘Depressão Maior’ ou ‘Depressão Melancólica’, este é o tipo mais conhecido de depressão, relacionado à perda de interesse, melancolia, introspecção, alteração de sono, perda de apetite, etc.

Depressão Bipolar
Este tipo de depressão é conhecida como ‘Depressão Secundária’ ou ‘Depressão Endógena’.
Caracterizado pela alternância entre momentos de extremos, conhecido como “mania”, ou “hipomania”, esse tipo de depressão é creditado a fatores biológicos ou predisposição hereditária.

Depressão Exógena
Também conhecida como ‘Depressão Reativa’, neste tipo de depressão a pessoa produz reações/respostas a eventos traumáticos, como perdas, tensões, impactos emocionais.

Obs.: Na depressão exógena é dito que a pessoa ESTÁ deprimida. Na endógena, pessoa É deprimida.

Depressão de Distimia
De expressão crônica, a ‘Depressão de Distimia’, ou ‘Depressão Distímica’, dura algo em torno de dois anos, e é reconhecida como a depressão leve, melancólica, silenciosa, indo a quadros profundamente tristes, pessimistas, gerando pouca concentração e muito desanimo, além de levar quem dela sofre a isolar-se por entender que se é assim e pronto. Este isolamento e aceitação desse tipo de depressão é preocupante porque conduz a danos físicos e mentais.

Depressão Atípica
Este tipo de depressão é caracterizado por um grave quadro de insônia, vontade de comer em demasia, irritabilidade e crises de mau-humor.

Depressão Mista
Confundida com ansiedade, esse tipo de depressão gera irritabilidade, aceleração do pensamento, além de comportamentos compulsivos (em compras, comida, sexo, reação aos outros, etc.)

Depressão pós-parto
Os sintomas dessa depressão ocorrem nas primeiras semanas após o parto, ou até mesmo durante a gestação. Extrema tristeza, ansiedade, exaustão, agressividade, impotência, irritação – estas são expressões típicas de quem sofre desse tipo de depressão.

Transtorno disfórico pré-menstrual
O TDPM se apresenta quase todos os meses antes e durante a menstruação, na forma de tristeza, irritabilidade, indisposição e insatisfação pessoal.
Confundido com a TPM (Tensão Pré Menstrual), o TDPM ocorre em função da baixa do estrogênio.

Transtorno afetivo sazonal
O TAS, ou simplesmente ‘Depressão Sazonal’, ocorre quando o inverno se aproxima ou se instala. Geralmente tem a duração da estação do ano, repetindo-se anualmente portanto. Implica em cansaço, introspecção, tristeza, melancolia, maior necessidade de sono e aumento de peso fisico.
E embora muitos acreditem que esse tipo de depressão não ocorre no Brasil, por termos um clima tropical, isso não é verdade. Há mais pessoas com TAS do que supomos. Os terapeutas sabem disso.

Depressão psicótica
Tida como o tipo mais sério de depressão, ele surge de crenças distorcidas, fixação em assuntos subjetivos, apocalípticos, culpa, sensação de estar sendo perseguido ou provocado, situação financeira ou doenças.
Os cuidados psiquiátricos e tratamentos medicamentosos não devem ser ignorados para esse tipo de depressão.

Transtorno depressivo induzido
Associada à ingestão de medicamentos (através de comprimidos, injeções ou inalações), o TDI traz tristeza, cansaço, agressividade, dores físicas e apatia.

 

Como se tratar? 

Uma série de medidas podem ser utilizadas para o tratamento da depressão, desde a mudança da alimentação à realização de atividades físicas (exercícios, esportes). Você também pode associar-se a grupos de pessoas a fim de trocarem experiências e recursos utilizados, além de buscar atendimento medicamentoso, mas…o tratamento terapêutico é ainda o recurso mais indicado para a depressão.

E a Hipnoterapia surge como uma das melhores ferramentas, senão a melhor, para a questão em pauta.  

Onde entra a Hipnoterapia nessa história?

José (nome fictício) estava sem emprego, com dois casamentos desfeitos, sem perspectiva de vida futura positiva. E por isso buscou a Hipnoterapia

Com um único mês de sessões curou-se de sua depressão e conseguiu, seguindo um planejamento pessoal relacionado com seus interesses e preferencias, reestruturar sua vida. 

Ele não conseguiu um emprego, não se casou novamente, mas…a depressão não existia mais. São casos assim que a Hipnoterapia produz. 

E José – embora aqui seu nome seja fictício, seu caso é real – é apenas um dentre tantos casos atendidos através da Hipnoterapia relativos à questão da depressão.

Uma ferramenta psicoterápica, a Hipnoterapia – muitas vezes sendo usada pelo terapeuta com o auxílio de outras ferramentas como a psicoeducação, o EMDR, as técnicas de aconselhamento e técnicas de terapia voltas para resultados breves – tem sido utilizada em todo o mundo de modo eficaz. 

Isso significa que todas as pessoas têm resultados em um mês, assim como  José?  

Não. 

No tratamento da depressão entram fatores como tipos, gradação, intensidade, periodicidade e perfil pessoal de quem está lidando coma depressão. Por isso, a procura por um terapeuta profissional é sempre indicada.

Um profissional lida com técnicas, planilha de acompanhamento, histórico de sintomas e  sugestão de propostas de mudanças.

Desse modo, você está mais propenso – caso esteja lidando com a depressão – a  resolver essa questão de modo definitivo. E, muitas vezes, em torno de mais ou menos um mês. 

 Através da Hipnoterapia, você se auxilia a perceber-se maior do que as situações entre as quais você se move, ampliando sua percepção para compreender e utilizar os recursos que já possui.

Ressignificar conceitos sem ofender a inteligência pessoal e natural, transformar sua dor em recursos, ferramentas, degraus de conhecimento, gerando equilíbrio e harmonia pessoais é possível.

É assim que a Hipnoterapia atua

E de modo perceptível e tangível nos resultados que você mesmo observa quando dá a si mesmo a chance de descobrir-se a partir de seus próprios valores, geralmente escondidos sob camadas de sofrimento a cada dia menos necessárias.  

Com sessões de ao menos uma vez por semana, no presencial ou no online, com duração de 30 a 60 minutos, é possível organizar-se emocional e mentalmente de modo a colocar-se à frente de sua própria vida novamente. 

 

E se a pessoa não consegue fazer a Hipnoterapia?

Conversar com pessoas, realizar atividades físicas, fazer meditação, buscar interessar-se por temas que lhe gerem prazer e diversão são também recursos à disposição.  

Às vezes, as pessoas dizem “não tenho dinheiro para uma academia, para uma terapia, para uma viagem, para um centro onde possa praticar meditação…”. 

Lembre-se: é responsabilidade sua buscar as chamadas estratégias criativas para encontrar modos de cuidar de si mesmo. 

Envolver-se com pessoas; sugerir caminhadas em grupo, ou fazê-las sozinho, mesmo que seja pelas ruas de seu bairro; tirar um momento para escutar uma música, fechar os olhos e meditar…ou seja, são atividades simples que não demandam de altos custos e que está à disposição de todos nós.

Aos poucos, e esse “aos poucos” é bem relativo quando se trata de você cuidar de si mesmo, você muda sua visão pessoal a respeito de si mesmo, adquirindo outras formas de interpretação sobre os fatos da vida e, aí,  adeus depressão…

Créditos:
Luciene Lima,
Terapeuta Integrativa, Psicanalista, Hipnoterapeuta Clínica
Fotos: Pexels, Pixabay